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Thays Gabrielle, Advogado
Thays Gabrielle
Comentário · há 5 anos
Entendi perfeitamente sua colocação e em partes concordo com você. O ponto em que eu quis colocar é que não devemos julgar as pessoas pelo fato de ter passado anos ganhando dinheiro (que não é pouco comparado à grande massa), e só agora vir à tona demonstrar o assunto. Se ela quis se aparecer ou não, isso é uma outra questão. Se é mais relevante ou não à outros temas, como você bem colocou (a entrega de bananas pelo gerente aos funcionários negros na Tijuca), isso também, acredito eu, não ser o ponto principal, ambos devem ser discutidos porque se trata de discriminações atreladas a cor, etnia, classe social... e por aí vai. INDEPENDENTE de ter condições financeiras e oportunidades a mais que outras pessoas, não desmerece o fato de que o racismo existe e escraviza a quem ele se determina.

A minha interpretação da notícia é de que independente de quem esteja colocando a tona um problema sério e que presenciamos diariamente, ele deve ser discutido. Me revolta demasiadamente ver de perto amigos e não conhecidos sofrendo racismo, injúrias, pelo simples fato da cor da pelé. Me revolta ver notícias de atitudes estúpidas do ser humano em entregar bananas no Dia da Consciência Negra. Me revolta assistir novelas e presenciar a o negro ocupando os lugares de bastidores (empregados domésticos, criminosos, etc.) o que demonstra realmente a realidade. O negro não tem oportunidades de ascensão comparado a uma pessoa branca. Você deve saber disso. Me revolta o preconceito velado em todos os âmbitos, seja ele de forma direta e escancarada ou na peculiaridade de papéis de artistas na televisão.

Ao ler a notícia retrocitada, percebo que a atriz em questão utilizou o caso dela para CRITICAR o racismo e seus estereótipos na dramaturgia brasileira. O que pra mim, é de fundamental importância e não vitimismo como você citou, já que a mídia e todos os canais de comunicação atingem uma grande massa da população. Sendo assim, ela possui grande responsabilidade como formadora de opiniões. Já basta a ideia de acharmos que lugar de negro é no banco dos réus ou somente nos bastidores.

Dizer que a minha revolta é mero sentimentalismo, é realmente julgar algo sem antes conhecer. Espero de verdade que as pessoas tenham mais sensibilidade em qualquer profissão e que seja levada para vida delas também. Prefiro ter essa visão e me sensibilizar com as campanhas e todas lutas contra o racismo, do que ficar julgando assuntos não relevantes e tapar os olhos para o que realmente deva ser discutido.

Sobre o dono da revista, realmente não sei quem é. Acredito que para esta notícia, isso não vem ao caso. Não sei a Revista Fórum está em algum plano das "revistas que não se deve ler", no qual agradeço o conselho. Entretanto, reafirmo: ao ler tal notícia a minha reflexão é algo que eu procuro ter, independente de ser ouvida em uma conversa na rua ou ler em tal revista. Temos sim que ter cuidado com a mídia e todos canais de comunicação, como citei acima, eles possuem grande responsabilidade para formação de opinião.

Sem mais delongas, espero que tenha entendido meu posicionamento, momento algum quis colocá-lo como verdade absoluta. Sempre é bom ter pensamentos diferentes e discutí-los, desde que eles tenham fundamentos.
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